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Relatos Selvagens

Relatos Selvagens

Narrado por duas línguas ferinas – um jesuíta do século 17 e um diplomata do século 21 –, este romance histórico nos põe diante do espelho e surpreende, faz rir e pensar com graça e ironia sobre nosso destino.

Estreia no universo literário do economista e diplomata Ricardo da Costa Aguiar, Das terras bárbarasé um prodígio de boa ficção, capaz de apresentar o passado tão junto do leitor que o reveste de maior “realidade” do que os “realistas” livros de história.

Com a singularidade de desdobrar-se em dois, o livro é ambientado na era contemporânea, quando é narrado por um diplomata, e no século 17, então protagonizado por um padre jesuíta. que vem de Portugal e aqui encontra um país em brasas. Como escreve Roberto Pompeu de Toledo na apresentação, “diplomata e padre são ambos ligeiramente doidivanas (talvez nem tão ligeiramente assim) e empenham-se, um e outro, em peripécias ligeiramente picarescas (ou não tão ligeiramente assim). A leitura é fluida; avança-se ansioso por saber que diabos de peripécias ainda aguardam tanto o padre quanto o diplomata”.

Enquanto o diplomata se envolve em confusões tentando provar que o padre foi seu antepassado, o jesuíta de quatro séculos antes vê-se em meio a uma guerra de índios, descobre trapaças da Igreja e tem um caso com a mulher do mais poderoso fazendeiro local. Das terras bárbaras não é apenas repleto de surpresas, tem também “odor de chão e de sêmen”, como diz o jovem diplomata. Na verdade, tem cheiro, gosto, cores e sons do Brasil seiscentista, do Portugal barroco, da África colonial, da São Paulo metrópole, da Lisboa metrópole e até de Brasília.

 

FICHA TÉCNICA:
Título: Das terras bárbaras

Autor: Ricardo da Costa Aguiar

Formato: 16 x 23 cm
Nº de Páginas: 336

ISBN: 978-85-8419-096-6
Preço:R$ 55,00

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