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Dor torácica: não existe dorzinha, qualquer dor deve ser levada à sério

Dor torácica: não existe dorzinha, qualquer dor deve ser levada à sério

Especialista do Pilar Hospital comenta as principais causas da dor torácica, importância do atendimento imediato e prevenção

Todo mundo, alguma vez, já ouviu: pessoa com dor no peito é sinal de alerta. O médico cardiologista do Pilar Hospital, José Carlos Tarastchuk, explica que uma dor torácica pode indicar muitas coisas e, por isso, é importante não ignorar a dor e ir ao Pronto Atendimento, de preferência, e se possível, a um que tenha equipe especializada no atendimento de urgência cardiológica. “Isso porque é preciso diferenciar o diagnóstico e tomar as medidas corretas e necessárias, que vão desde um acolhimento seguro até um encaminhamento rápido e bem direcionado”, orienta.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças crônicas não transmissíveis representam cerca de metade de todos os óbitos ocorridos, e as doenças cardiovasculares e o diabetes mellitus têm destacada posição nos coeficientes de morbimortalidade. Mas, para além das questões relacionadas com a alta mortalidade, a presença das doenças crônico-degenerativas é sempre um sinal de alerta para doenças isquêmicas do coração e, portanto, elas estão muito relacionadas com dor na região torácica.

“Existem muitas causas possíveis para dor ou desconforto no tórax, que incluem desde o infarto agudo do miocárdio até uma simples irritação muscular e, por isso, a sua identificação é primordial. Essas condições podem ter um prognóstico ruim, o que justifica a importância do acurado diagnóstico e do pronto atendimento. Um exemplo é quando ocorre um ataque cardíaco. Numa situação como essa há um bloqueio súbito em uma ou mais artérias coronárias que interrompe o suprimento de sangue ao coração. Como resultado dessa interrupção, há risco imediato de mudanças no ritmo cardíaco que ameaçam a vida. Se o problema não for corrigido, rapidamente, há também um sério risco de dano permanente ao músculo cardíaco”, diz.

Além disso, é importante saber que alguns dos principais fatores de risco para o aparecimento de dor torácica estão associados com excesso de peso, sedentarismo, elevada ingestão de sal, baixa ingestão de potássio e consumo excessivo de álcool. “Incluem um risco maior, também, as chamadas dislipidemias (gorduras elevadas no sangue), a intolerância à glicose e o diabetes; o tabagismo; a menopausa e outras alterações hormonais; e o estresse emocional, que depois de um longo período de pandemia, tem sido um motivo frequente das queixas de dor torácica no Pronto Atendimento”, comenta.

Protocolo de atendimento à dor torácica

O Pilar Hospital mantém um rígido e efetivo protocolo de atendimento à dor torácica no Pronto Atendimento. O paciente, ao chegar, tem à sua disposição um botão de dor no peito já na recepção, basta acioná-lo e a sua queixa será prontamente atendida. Em qualquer caso, é importante fazer o eletrocardiograma em até 10 minutos depois de apertar o botão. “Nosso protocolo também foca na agilidade da coleta e na frequência da realização do exame das enzimas cardíacas, que nos ajuda a acelerar o processo de diagnóstico em mais de 6 horas em relação aos protocolos antigos”, comenta o especialista.

Valorização da queixa na admissão, com o botão de dor no peito já na recepção. Importância de fazer o eletrocardiograma em 10 minutos depois que apertar o botão. Agilidade na coleta e na frequência da realização das enzimas cardíacas, o que acelerou o processo de diagnóstico em mais de 6 horas dos protocolos antigos. “Cada exame tem seu tempo, indicação, supervisão e espera indicada. É importante respeitar o tempo, principalmente, para realização do tratamento nos casos de infarto. Estar no hospital nesse período de espera garante mais tranquilidade e segurança para os pacientes com dor torácica”, explica Tarastchuk.

Prevenção da dor torácica

Praticar exercícios físicos é um dos mais importantes fatores de prevenção das principais doenças crônico-degenerativas e do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). É fundamental que essa atividade seja contínua. “Todo adulto deve realizar pelo menos 30 minutos de atividade física leve a moderada de forma contínua ou acumulada, na maioria dos dias da semana. Isso é bem possível até mesmo com pequenas mudanças no cotidiano, tais como: utilizar escadas ao invés de elevador, andar em vez de usar o carro e praticar atividades de lazer, como dançar, andar de bicicleta no parque, caminhar até a padaria, levar o pet para passear, fazer caminhadas, corrida, natação. São exemplos, mas é importante que haja frequência e hábito”, indica.

Juntamente com os exercícios físicos, os bons hábitos alimentares são pilares da prevenção, pois agem simultaneamente em vários dos importantes fatores de risco. Dietas balanceadas, que evitem o aumento de peso, são muito recomendadas. “Evitar, principalmente, consumir açúcares e doces; frituras; derivados de leite na forma integral, com gordura; carnes vermelhas com gordura aparente e vísceras; além de alimentos processados e industrializados, como embutidos, conservas, enlatados, defumados e salgados de pacote, entre outros”, conclui.

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Paula Batista
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Jornalista, especialista em Ciência Política e Sociologia Política. Graduanda em Direito, trabalha na Agência de Notícias Lide Multimídia e atua comunicação há mais de 20 anos.

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