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Cidades inteligentes podem movimentar US$ 2,4 trilhões até 2025, aponta estudo

Cidades inteligentes podem movimentar US$ 2,4 trilhões até 2025, aponta estudo
Jorge Níkolas Camargo
ago. 4 - 4 min de leitura
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Melhorar a qualidade de vida, a convivência entre as pessoas e o meio ambiente é a premissa das cidades inteligentes

 

Hoje, cerca de 4,2 bilhões de pessoas vivem em centros urbanos. Esse número diz respeito a 55% da população mundial. Para o Brasil, a expectativa da Organização das Nações Unidas (ONU) é de que, até 2050, 70% da população esteja vivendo em áreas urbanas. Esses dados confirmam a necessidade de se pensar em cidades inteligentes, ou seja, que utilizem a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Segundo uma reportagem publicada pela Isto É Dinheiro, ainda não existem métricas que informem sobre a relação direta entre cidade inteligente e atração de investimentos, mas especialistas afirmam que há um vínculo imediato para isso, já que empresas e trabalhadores qualificados tendem a buscar por essas cidades. Um estudo da consultoria Frost & Sullivan citado na mesma reportagem, prevê que as cidades inteligentes podem movimentar US$ 2,4 trilhões em 2025.           

O engenheiro civil e pré-candidato a deputado federal, Joel Krüger, defende que com o número cada vez maior de pessoas que optam por viver nas grandes cidades, é necessário que os governantes pensem em gestões mais ativas. “Quando pensamos que cada vez mais as pessoas estão conectadas e buscam praticidade no dia a dia, é necessário pensar em soluções que atendam essas necessidades, como infraestrutura moderna de transporte, saneamento, moradia e mobilidade urbana que suportem o crescimento de demandas públicas”, explica.

Por aqui, ainda há o fato de que muitos problemas se arrastam por mais de 500 anos e que passam por áreas como planejamento urbano, saneamento básico, regularização fundiária, ineficiência de processos, entre outros. Apesar de o Brasil ter boas iniciativas, nenhuma cidade pode ser considerada inteligente, pois não tem infraestrutura.

Em 2021, a consultoria Urban Systems considerou Curitiba a cidade mais inteligente e conectada do país. Sendo mobilidade urbana um dos indicadores levados em consideração, a capital paranaense, por exemplo, incentiva desde 1980 a utilização de transporte público, tida como um exemplo no campo de mobilidade. “Uma das bandeiras que defendo é transformar as cidades brasileiras em lugares que funcionem melhor, utilizando a tecnologia e o conhecimento técnico que tenho na área de infraestrutura para alcançar o objetivo de oferecer mais qualidade de vida a todos os brasileiros, principalmente aos paranaenses”, enfatiza Joel.

O que são cidades inteligentes?

Songdo, na Coreia do Sul, é um ótimo exemplo de cidade inteligente. Ela foi planejada com edifícios conectados a sistemas que monitoram energia e alarmes de incêndio, assim reduz gastos com manutenção. Além de que todos os apartamentos possuem um sistema que destina resíduos jogados diretamente para a central de coleta de lixo.

Copenhague, capital da Dinamarca, possui 400 km de ciclovias, diminuindo a emissão de poluentes e contribuindo para a preservação ambiental. Por lá, 63% dos parlamentares vão de bicicleta todos os dias para o trabalho. Até 2025, Copenhague quer ser a primeira capital do mundo neutra em carbono.

Joel explica que cidades inteligentes utilizam a tecnologia de maneira estratégica para o planejamento urbano, contribuindo para melhoria da infraestrutura, habitação e mobilidade urbana. “A tecnologia também contribui para o desenvolvimento de ações e soluções sustentáveis, tais como coleta de lixo consciente, controle da poluição do ar e preservação ambiental, entre outras ações que melhorem a qualidade de vida dos habitantes”, finaliza.

 

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