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As Geotecnologias como importante ferramenta de mapeamento da covid-19 em terras indígenas no Brasil

As Geotecnologias como importante ferramenta de mapeamento da covid-19 em terras indígenas no Brasil
Ana Paula Scorsin
set. 25 - 3 min de leitura
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A covid-19 é uma doença grave que tem se alastrado e contaminado pessoas pelo mundo todo, incluindo o Brasil. Com isso, diversas populações necessitam de um cuidado maior, como é o caso dos indígenas brasileiros, que exigem diversos esforços, controle, análises e monitoramento da disseminação do vírus.

Para contribuir com esses estudos, evidenciamos projetos que buscam realizar o monitoramento da covid-19 nessa população, utilizando as Geotecnologias.

As Geotecnologias compreendem um conjunto de tecnologias que permitem realizar a coleta, o processamento, a análise e disponibilização de informações com referência geográfica. Dessa forma, são capazes de dar subsídio ao monitoramento, análise, desenvolvimento de modelos e estabelecimento de suscetibilidades de questões como por exemplo, o avanço do coronavírus em terras indígenas no Brasil, demonstrando geograficamente o panorama dessa doença, em uma população muito vulnerável, como os indígenas; permitindo também estabelecer tribos indígenas em determinadas localidades que são mais vulneráveis, aquelas que possuem maior incidência da doença, maior taxa de cura e de óbitos; proporcionando a instituição de medidas de contenção a doença, como resultado das análises proporcionadas pelas geotecnologias.

Nesse sentido, convém destacar o projeto disponibilizado por uma empresa de tecnologia em Sistemas de Informações Geográficas, titulado como “Painel COVID-19 – Povos Indígenas”, atualizado diariamente com dados do Boletim Epidemiológico da SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), que disponibiliza informações, mapas, dados consolidados e análises geográficas a respeito do avanço da pandemia em populações indígenas brasileiras.

Essa iniciativa nos permite verificar que até o momento, na população indígena brasileira que totaliza 762 mil pessoas, temos uma taxa de letalidade de 2% com 23.717 casos confirmados. Esse painel permite também identificar que algumas regiões apresentam uma situação mais crítica, como por exemplo, o Centro-Oeste que possui uma maior taxa de letalidade, com 3%, 119 óbitos do total de 392 em todo o Brasil.

Convém destacar o site da SESAI, que também apresenta de forma online o boletim epidemiológico, espacializado de acordo com os 34 Distritos Sanitários Especiais (DSEI). As geotecnologias têm sido empregadas também pela FUNAI principalmente para o planejamento e logística de acesso as comunidades indígenas.

Sabemos que a questão indígena é algo muito sério, e que carece de muito investimento e projetos, porém essas iniciativas são vistas como positivas ao proporcionar esse nível de detalhamento e análises dos dados disponibilizados à população como um todo, e também às partes interessadas como o poder público, o privado e também o terceiro setor.

Autora: Franciele Marilies Estevam é especialista em Gestão de Projetos. Atua na área de Geociências, é professora nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Geografia e Ciências Biológicas do Centro Universitário Internacional Uninter.


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