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Artigo: Festas de fim de ano e solidariedade, qual a importância desse ato?

Artigo: Festas de fim de ano e solidariedade, qual a importância desse ato?
Danieli Crevelaro
dez. 20 - 5 min de leitura
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Enquanto 19 milhões de pessoas estão em condição de insegurança alimentar, nos reunimos com nossos familiares ao redor de uma mesa bem servida. É necessário que a solidariedade faça parte das comemorações de fim de ano.

 

Em breve, passaremos pelas festividades do Natal e pela comemoração do Ano Novo. Apesar de ainda estarmos em uma pandemia, o cenário, com as vacinas, é mais otimista e a possibilidade de uma comemoração em família com um pouco mais de tranquilidade está se tornando real. Essa comemoração será ainda mais significativa, pelo momento que todos passamos, o qual ficará marcado em nossas vidas, pois, de certa maneira, modificou nosso modo de vida.

 

Muito já se falou da transformação dessa data em apenas um dia de consumismo extremo, o comércio comemora essa data como uma das melhores do ano, não por seu significado espiritual, mas, sim, por seu significado econômico.

 

É claro que esse deve ser um momento de alegria e celebração, festividades, porém agora, mais do que nunca, deve ser também um momento de reflexão e de ação. Devemos nos lembrar daqueles que se foram, sendo assim, cabe a nós trazer a mensagem de esperança apresentada pelo menino Deus que nasceu na manjedoura e trouxe uma mensagem de paz e harmonia para o mundo.

 

Na Bíblia nos é relatado o nascimento de Jesus nos evangelhos. Mateus nos relata o seu nascimento, a visita dos magos e a fuga para o Egito. Marcos, já é mais sucinto, relata a vida de Jesus a partir do seu batismo. Lucas relata até antes, desde a anunciação do nascimento de João Batista e de Jesus. E, por fim, João nos leva ao um período anterior, leva-nos ao eterno, a um começo sem início, situa Jesus junto ao Pai: João 1.1 “No começo aquele que é a Palavra já existia, Ele estava com Deus e era Deus”. Na época em que Jesus nasceu, havia uma grande expectativa no ar, há tempos os Judeus esperavam o Messias, o grande Rei, aquele que iria livrá-los do julgo dos romanos, das grandes dificuldades que passavam, esperavam aquele que iria lhes devolver uma vida melhor.

 

É então com a mesma humildade do nascimento de Jesus que devemos fazer do Natal um momento de reflexão, pois quando comemoramos a vida, nos reunimos com nossos familiares ao redor de uma mesa bem servida, enquanto 19 milhões de pessoas estão em condição de insegurança alimentar.

 

Diante desse cenário, é extremamente necessário que a solidariedade faça parte das nossas comemorações de fim de ano. É preciso que espalhemos esperança para todos aqueles que estão necessitando de algo tão básico como o alimento para o seu dia a dia, um direito básico humano. Podemos começar com uma prática simples e fácil, como por exemplo, preparar comida para uma família a mais e doar para quem tem fome. Muitas famílias já incorporaram essa prática, e assim também incentivam outras famílias a ajudarem quem está precisando. Que tal reunir as crianças e levar brinquedos para outras crianças mais desprovidas ou montar algumas cestas básicas e levar para famílias carentes? Atos de bondade e misericórdia nos tornam pessoas melhores. Essa é a mensagem do Natal.

 

Assim como na época em que nasceu Jesus, hoje também temos a necessidade da esperança. Esperança em um mundo melhor, em uma vida melhor e em sermos pessoas melhores. Necessitamos, sim, da redenção que é apontada no nascimento de Jesus e consumada na Cruz. Necessitamos dela a cada dia, pois somente por meio dessa redenção que podemos ter esperança renovada no amanhã e em nós mesmos. Esperança de que somos perdoados e aceitos por Cristo, apesar de todos nossos erros, falhas, mesquinharias e atitudes más.

 

Aquela criança, nascida em Belém, assim mesmo acredita que podemos mudar e nos oferece esperança em nós mesmos para sermos agentes de mudança na sociedade, mudança em nosso redor. Natal é tempo de esperança e harmonia, que haja paz na terra e esperança entre as nações.

 

*Cicero Manoel Bezerra é teólogo e doutor em Teologia. Coordenador da área de Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

*Roberto Rohregger é teólogo e mestre em Bioética. Professor da área de Humanidades do curso de Teologia do Centro Universitário Internacional Uninter.


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