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A revolta de Stonewall: o que eu tenho a ver com isso?

A revolta de Stonewall: o que eu tenho a ver com isso?
Danieli Crevelaro
jun. 28 - 3 min de leitura
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Linconl Mendes de Lima (*)

 

Vivemos em um dos países que mais matam a população LGBTI+. Nesse contexto, todos nós temos uma dívida social e histórica com essa população. Se você ainda acha que é uma discussão desnecessária, te convido a entender um pouco mais sobre a luta da população LGBTI+.

 

O Dia Internacional do Orgulho LGBTI+ é celebrado em todo o mundo porque em 1969, na cidade de Nova York, ocorreu a Rebelião de Stonewall. Um bar frequentado pela comunidade LGBTI+ considerado como refúgio, um espaço para socialização e expressão da livre identidade. Porém, mesmo sendo um local reservado recebia constantemente visitas da polícia que agia baseada na truculência com seus frequentadores.

 

Foi no dia 28 de junho de 1969, por conta de uma dessas ações agressivas da polícia, alguns membros da comunidade que estavam na área externa do bar se rebelaram defendendo quem estava sofrendo violência. O ato tomou uma grande proporção e após este episódio as manifestações continuaram pelos arredores da cidade por mais dias envolvendo milhares de pessoas.

 

Foi a partir desse movimento que começaram a usar a expressão de “orgulho”, isto é, não sentir vergonha de assumir publicamente qualquer que seja a orientação de gênero ou sexual LGBTI+.

 

Trazendo para a atual realidade, podemos afirmar categoricamente que todos nós, indiretamente, fazemos parte desse marco, pois, historicamente falando, a relação entre pessoas do mesmo sexo AINDA é vista como um comportamento inadequado. O simples fato de andar de mãos dadas ou trocar beijos em público pode significar risco de morte.

 

O dia do Orgulho LGBTI+ afirma a luta por mudanças de uma sociedade preconceituosa, opressora e que tentar negar as diversas identidades existentes, seus corpos e vivências, e precisamos nos posicionar contra qualquer forma de repressão.

 

Infelizmente a sociedade ainda é muito preconceituosa, especialmente entre aqueles que nunca precisaram disfarçar ou fingir comportamentos apenas para ser aceito, ou nunca sentiram medo de ser violentado ou morto por simplesmente ser quem é. Ser LGBTI+ é ter sua autoafirmação ideológica e política.

 

Sentir orgulho da sua identidade é se perceber e se enxergar quanto pessoa. Abraçar e respeitar este dia vai muito além de militar pela causa. É conscientizar que toda luta vem da necessidade de resistir e existir. Armário não foi feito para se esconder e o amor é para ser celebrado e demonstrado. O Dia Internacional do Orgulho LGBTI+ deve ser lembrado pelo direito de viver, resistir e amar livremente.

 

Se se você leu até aqui e entendeu que não se trata de uma sopa de letrinhas, mas sim de vivências, é porque está percorrendo o caminho correto. E lembrando que minoria não deve ser sinônimo de esquecimento e muito menos de exclusão, e é por isso que simbolicamente usamos sinal + para reforçar que existem diversas outras identidades que lutam pelo direito de viver, resistir e amar livremente. Sejamos resistência com R maiúsculo de Respeito.

 

*Linconl Mendes de Lima é Analista Acadêmico da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.


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